O Vaticano libera o batismo de pessoas trans. O que os crentes pensam a esse respeito?

O Vaticano libera o batismo de pessoas trans. O que os crentes pensam a esse respeito?

Seguindo em uma agenda de gradual abertura à comunidade LGBTQ+, o Vaticano divulgou um dcumento, com data de 31/10, no qual afirma que as pessoas transgênero podem ser batizadas, servir como padrinhos e testemunhar casamentos na Igreja Católica Romana. O documento, assinado pelo Papa Francisco e pelo cardeal Víctor Manuel Fernández, diz que uma pessoa transgênero “pode receber o batismo nas mesmas condições que outros fiéis”, desde que isso não cause “escândalo ou desorientação” entre outros católicos, afirma o texto, sem detalhar quais seriam esses motivos de escândalo.  

Para apurar: como as igrejas evangélicas acolhem (se é que acolhem) as pessoas trans? Por que o batismo de evangélicos e católicos divergem teologicamente e como seria, numa igreja evangélica, o batismo de uma pessoa transgênero?  

*Os textos publicados pelo Observatório Evangélico trazem a opinião e análise dos autores e não refletem, necessariamente, a visão dos demais curadores ou da equipe do site.


Marília de Camargo César nasceu em São Paulo, é casada e tem duas filhas. Jornalista, é editora-assistente de projetos especiais do Valor Econômico, maior jornal de economia e negócios do Brasil. É também autora de livros que provocam reflexão nas lideranças evangélicas. Suas obras mais conhecidas são Feridos em nome de Deus, Marina — a vida por uma causa e Entre a cruz e o arco-íris.